quarta-feira, 18 de abril de 2012

otimismo e felicidade


FELICIDADE REALISTA


A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é 
um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de 
saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a 
comida e o cinema:
queremos a piscina olímpica e uma temporada 
num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém 
quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo 
de vez em quando. 
Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. 
Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser 
surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos 
jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos
sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim
e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de
uma forma 
mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. 
Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, 
feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, 
principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo,
usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando.
Apenas o
 suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado
E se a gente tem

pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a
onda, buscando coisas que
 saiam de graça, como um pouco
de humor, um pouco de fé e um pouco de
 criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar
sem almejar o
 estrelato, amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio:
hora de acordar.

É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro
o que nos mobiliza,
 instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites
é que leva o prêmio.

Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.
Se a meta está
 alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com
as regras, demita-se.

Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário
para ser feliz.
Mas não
 se esqueça que a felicidade é um sentimento simples,
você pode encontrá-la
 e deixá-la ir embora por não perceber
sua simplicidade. Ela transmite paz e

não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude
no nosso
 coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo,
mas não felicidade.


Mário Quintana

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