Meus amados:
Neuzy, Davince, Mayara,
Solon, Arthur, Pedro, Eduardo, Hilda, Mariana, Letícia e Príscila(sobrinha) e
todos os ausentes: Solon , Tânia, Ribeiro e vó Izaura venho juntamente com
vocês comemorar, não apenas mais um ano de vida do meu Enteado Arthur, mas
também, relembrar o verdadeiro significado da Páscoa. Busquei pesquisar em
todas as religiões e dicionários para que não houvesse partido ou proporção
desigual sobre a influência da minha própria religião. Eu creio em DEUS e em
Jesus e creio na máxima de amar ao próximo como a mim mesma e que isso me bastaria para ser feliz e fazer os
outros felizes também, mas ainda sou muito pequenininha diante do caminho evolutivo
que preciso seguir, então, meus amores, permitam-me chama-los assim,
convido-vos a uma festividade diferente:
Príscila
O significado da palavra
Páscoa
Páscoa (do hebraico Pessach,
significando passagem através do grego Πάσχα) é um evento religioso cristão,
normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a
maior e a mais importante festa da Cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram
a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação (ver
Sexta-Feira Santa) que teria ocorrido nesta época do ano em 30 ou 33 da Era
Comum. A Páscoa pode cair em uma data, entre 22 de março e 25 de abril. O termo
pode referir-se também ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses,
desde o domingo de Páscoa até ao Pentecostes.
Neuzy
Páscoa Cristã
A Páscoa cristã celebra a
Ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado
em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição. É o
dia santo mais importante da religião cristã. Muitos costumes ligados ao
período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da
celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, que é uma das mais
importantes festas do calendário judaico, celebrada por 8 dias e onde é comemorado
o êxodo dos israelitas do Egito, da escravidão para a liberdade. Um ritual de
passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.
Danda
A última ceia partilhada por
Jesus Cristo e seus discípulos é narrada nos Evangelhos e é considerada,
geralmente, um “sêder do pesach” – a refeição ritual que acompanha a
festividade judaica, se nos ativermos à cronologia proposta pelos Evangelhos
sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a
morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pessach. Assim, a
última ceia teria ocorrido um pouco antes desta mesma festividade.
Leticia
A festa tradicional associa
a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores
brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes. De fato, para
entender o significado da Páscoa cristã atual, é necessário voltar para a Idade
Média e lembrar os antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano,
homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa.
Mariana
Ostera (ou Ostara) é a deusa da Primavera, que
segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando
alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos
da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Deméter. Na
mitologia romana, é Ceres.[1]
Solon
Tradições pagãs na Páscoa
Na Páscoa, é comum a prática
de pintar ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas. Em grande
parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham
sido substítuidos por ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na
Bíblia. Portanto, este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos. Ishtar ou
Astarte é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na
mitologia nórdica e mitologia germânica. Na primavera, lebres e ovos pintados
com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. . Na
Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo (Vitória sobre a
morte) depois da sua morte por crucificação (ver Sexta-Feira Santa) que teria
ocorrido nesta altura do ano em 30 ou 33 d.C. O termo pode referir-se também ao
período do ano canônico que dura cerca de dois meses a partir desta data até ao
Pentecostes.
Mayara
Para os Judeus
Segundo a Bíblia (Livro do
Êxodo), Deus lançou 10 pragas sobre o Egito. Na última delas (Êxodo cap 12),
disse Deus que todos os primogênitos egípcios seriam exterminados (com a
passagem do anjo da morte por sobre suas casas), mas os de Israel seriam
poupados. Para isso, o povo de Israel deveriam imolar um cordeiro, passar o
sangue do cordeiro imolado sobre as portas de suas casas, e Deus passaria por
elas sem ferir seus primogênitos. Todos os demais primogênitos do Egito foram
mortos, do filho do Faraó aos filhos dos prisioneiros. Isso causou intenso
clamor dentre o povo egípcio, que culminou com a decisão do Faraó de libertar o
povo de Israel, dando início ao Êxodo de Israel para a Terra Prometida.
A Bíblia judaica institui a
celebração da Páscoa em Êxodo 12, 14: Conservareis a memória daquele dia,
celebrando-o como uma festa em honra do Senhor: Fareis isto de geração em
geração, pois é uma instituição perpétua .
A pascoa é a festa
instituida em lembrança da morte dos primogênitos do Egito e da libertação dos
Israelitas. O seu nome deriva de uma palavra hebraica que significa a passagem
do anjo exterminador, sendo poupadas as habitações dos israelitas, cujas portas
tinham sido aspergidas com o sangue do cordeiro pascal(Ex.12:11-27).Chama-se a
"pascoa do Senhor",a "festa dos pães
asmos"(Lv.23:6,Lc.22:1), os dias dos "pães asmos"(At.12:3,20:6).
A palavra pascoa é aplicada não somente à festa no seu todo, mas tyambém ao
cordeiro pascal, e à refeição preparada para essa ocasião
solene(Lc.22:7,1Co.5:7,Mt.26:18-19,Hb.11:28). Na sua instituição,a maneira de
observa a pascoa era da seguinte forma: o mês da saida do Egito(nisã-abibe)
devia ser o primeiro mês do ano sagrado ou eclesiástico; e no decimo-quarto dia
desse mês,entre as tardes, isto é, entre a declinação do sol e o seu ocaso,
deviam os israelitas matar o cordeiro pascal e abster-se de pão fermentado. No
dia seguinte, o 15°, a contar desde as 6 hrs do dia anterior, principiava a
grande festada pascoa, que durava 7 dias; mas somente o 1° e o 7° dias eram
particurlamente solenes. O cordeiro morto tinha que ser sem defeito, macho e do
1° ano. Quando não fosse encontrado o cordeiro, podiam os israelitas matar um
cabrito.Naquela mesma noite devia ser comido o cordeiro, assado, com pão asmo,
e uma salada de ervas armagas, não devendo, além disso, serem quebrados os
ossos. Se alguma coisa ficava para o dia seguinte, era queimada. Os que comiam
a páscoa precisavam estar na posição de viajantes, cingidos os lombos, tendo os
pés calçados, com os cajados na mão, alimentando-se apressadamente. Durante os
8 dias da pascoa não se podia comer pão levedado, embora fosse permitido
prepara comida, sendo isto, contudo, proibido no sabado(Ex.12). A pascoa era
uma das 3 festas em que todos os varões haviam de "aparecer diante do
Senhor" (Ex.26:14-17). Era tão rigorosa a obrigação de guarda a pascoa,
que todo aqule que a não cumprisse seria condenado a morte(Nm.9:13); mas
aqueles que tinham qualquer impedimento légitimo, como jornada, doença ou
impureza, tinha que adiar sua celebração até ao segundo mês do ano
eclesiastico, o 14° dia do mês iyyar(abril e maio). Vemos um exemplo disso no
tempo de Ezequias (1Cr.30:2-3).
Davince
Para os Testemunhas de Jeová
Segundo o Novo Testamento,
Cristo é o sacrifício da Páscoa. Isso pode ser visto como uma profecia de São
João Baptista, no Evangelho de São João: "Eis o Cordeiro de Deus, Aquele
que tira o pecado do mundo" (João, 1:29) e uma constatação de São Paulo
"Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois
pães ázmos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado." (1Co 5:7). Na
missa, os católicos repetem a frase de João Baptista.
Arthur
Jesus Cristo, desse modo, é
tido pelos cristãos como o Cordeiro de Deus que foi imolado para salvação e
libertação de todos do pecado. Para isso Deus teria designado sua morte
exatamente no dia da Páscoa judaica para criar o paralelo entre a aliança
antiga, no sangue do cordeiro imolado, e a nova aliança, no sangue do próprio
Jesus imolado.
A sequência da liturgia para
todos os domingos do Ano Cristão está na dependência da Páscoa, exceto os
domingos do Advento, que são sempre quatro Domingos antes do Natal, não
importando se cai no Domingo ou em outro dia da semana.
Como, segundo a tradição
cristã sustentada no Novo Testamento, Jesus ressuscitou num Domingo, surgiu a
prática de algumas igrejas se reunirem aos domingos, e não aos sábados, como
fazem os judeus (sabbath). Esta tradição foi modificada posteriormente por
algumas igrejas restauracionistas de inspiração protestante (como a Igreja
Adventista do Sétimo Dia) que interpretaram o costume judeu em relação ao
sábado fazendo dele um dia exclusivo de adoração. Diferentemente das igrejas
ocidentais e ortodoxas, as Testemunhas de Jeová têm no dia do calendário
hebraico 14 de Nisã, a data mais importante de sua doutrina, correspondendo à
data da Páscoa judaica quando Jesus fora morto após o pôr-do-sol ou o início do
dia 14 do calendário judeu. Portanto, nesta data, celebram a morte de Jesus
como sacrifício propiciatório a favor da humanidade, não observando os demais
costumes "devido à sua origem não cristã", afirmam elas.
Eduardo
Para os Espíritas
Eis-nos, uma vez mais, às
vésperas de mais uma Páscoa. Nosso pensamento e nossa emoção, ambos cristãos,
manifestam nossa sensibilidade psíquica. Deixando de lado o apelo comercial da
data, e o caráter de festividade familiar, a exemplo do Natal, nossa atenção e
consciência espíritas requerem uma explicação plausível do significado da data
e de sua representação perante o contexto filosófico-científico-moral da
Doutrina Espírita.
O certo é que a figura de
Jesus assume posição privilegiada no contexto espírita, dizendo-se, inclusive,
que a moral de Jesus serve de base para a moral do Espiritismo. Assim, como as
pessoas, via de regra, são lembradas, em nossa cultura, pelo que fizeram e
reverenciadas nas datas principais de sua existência corpórea (nascimento e
morte), é absolutamente comum e verdadeiro lembrarmo-nos das pessoas que nos
são caras ou importantes nestas datas. Não há, francamente, nenhum mal nisso.
Mas, como o Espiritismo não tem dogmas, sacramentos, rituais ou liturgias, a
forma de encarar a Páscoa (ou a Natividade) de Jesus, assume uma conotação
bastante peculiar. Antes de mencionarmos a significação espírita da Páscoa,
faz-se necessário buscar, no tempo, na História da Humanidade, as referências
ao acontecimento.
A Páscoa, primeiramente, não
é, de maneira inicial, relacionada ao martírio e sacrifício de Jesus. Veja-se,
por exemplo, no Evangelho de Lucas (cap. 22, versículos 15 e 16), a menção, do
próprio Cristo, ao evento: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta
Páscoa, antes da minha paixão. Porque vos declaro que não tornarei a comer, até
que ela se cumpra no Reino de Deus.” Evidente, aí, a referência de que a Páscoa
já era uma “comemoração”, na época de Jesus, uma festa cultural e, portanto, o
que fez a Igreja foi “aproveitar-se” do sentido da festa, para adaptá-la,
dando-lhe um novo significado, associando-o à “imolação” de Jesus, no
pós-julgamento, na execução da sentença de Pilatos.
Historicamente, a Páscoa é a
junção de duas festividades muito antigas, comuns entre os povos primitivos, e
alimentada pelos judeus, à época de Jesus. Fala-se do “pesah”, uma dança
cultural, representando a vida dos povos nômades, numa fase em que a vinculação
à terra (com a noção de propriedade) ainda não era flagrante. Também estava
associada à “festa dos ázimos”, uma homenagem que os agricultores sedentários
faziam às divindades, em razão do início da época da colheita do trigo,
agradecendo aos Céus, pela fartura da produção agrícola, da qual saciavam a
fome de suas famílias, e propiciavam as trocas nos mercados da época. Ambas
eram comemoradas no mês de abril (nisan) e, a partir do evento bíblico
denominado “êxodo” (fuga do povo hebreu do Egito), em torno de 1441 a.C.,
passaram a ser reverenciadas juntas. É esta a Páscoa que o Cristo desejou
comemorar junto dos seus mais caros, por ocasião da última ceia. Logo após a
celebração, foram todos para o Getsêmani, onde os discípulos invigilantes
adormeceram, tendo sido aí o palco do beijo da traição e da prisão do Nazareno.
Mas há outros elementos
“evangélicos” que marcam a Páscoa. Isto porque as vinculações religiosas
apontam para a quinta e a sexta-feira santas, o sábado de aleluia e o domingo
de páscoa.
No que concerne à ressurreição,
podemos dizer que a interpretação tradicional aponta para a possibilidade da
mantença da estrutura corporal do Cristo, no post-mortem, situação totalmente
rechaçada pela ciência, em virtude do apodrecimento e deterioração do
envoltório físico. As Igrejas cristãs insistem na hipótese do Cristo ter
“subido aos Céus” em corpo e alma, e fará o mesmo em relação a todos os
“eleitos” no chamado “juízo final”. Isto é, pessoas que morreram, pelos séculos
afora, cujos corpos já foram decompostos e reaproveitados pela terra,
ressurgirão, perfeitos, reconstituindo as estruturas orgânicas, do dia do
julgamento, onde o Cristo separará justos e ímpios.
A lógica e o bom-senso
espíritas abominam tal teoria, pela impossibilidade física e pela injustiça
moral. Afinal, com a lei dos renascimentos, estabelece-se um critério mais
justo para aferir a “competência” ou a “qualificação” de todos os Espíritos.
Com “tantas oportunidades quanto sejam necessárias”, no “nascer de novo”, é
possível a todos progredirem.
Mas, como explicar então as
“aparições” de Jesus, nos quarenta dias póstumos, mencionadas pelos religiosos
na alusão à Páscoa? A fenomenologia espírita (mediúnica) aponta para as
manifestações psíquicas descritas como mediunidades. Em algumas ocasiões, como
a conversa com Maria de Magdala, que havia ido até o sepulcro para depositar
algumas flores e orar, perguntando a Jesus – como se fosse o jardineiro – após
ver a lápide removida, “para onde levaram o corpo do Raboni”, podemos estar
diante da “materialização”, isto é, a utilização de fluido ectoplásmico – de
seres encarnados – para possibilitar que o Espírito seja visto (por todos).
Igual circunstância se dá, também, no colóquio de Tomé com os demais
discípulos, que já haviam “visto” Jesus, de que ele só acreditaria, se “colocasse
as mãos nas chagas do Cristo”. E isto, em verdade, pelos relatos bíblicos,
acontece. Noutras situações, estamos diante de uma outra manifestação psíquica
conhecida, a mediunidade de vidência, quando, pelo uso de faculdades
mediúnicas, alguém pode ver os Espíritos.
A Páscoa, em verdade, pela
interpretação das religiões e seitas tradicionais, acha-se envolta num
preocupante e negativo contexto de culpa. Afinal, acredita-se que Jesus teria
padecido em razão dos “nossos” pecados, numa alusão descabida de que todo o
sofrimento de Jesus teria sido realizado para “nos salvar”, dos nossos próprios
erros, ou dos erros cometidos por nossos ancestrais, em especial, os “bíblicos”
Adão e Eva, no Paraíso. A presença do “cordeiro imolado”, que cumpre as
profecias do Antigo Testamento, quanto à perseguição e violência contra o
“filho de Deus”, está flagrantemente aposta em todas as igrejas, nos crucifixos
e nos quadros que relatam – em cores vivas – as fases da via sacra.
Esta tradição judaico-cristã
da “culpa” é a grande diferença entre a Páscoa tradicional e a Páscoa espírita,
se é que esta última existe. Em verdade, nós espíritas devemos reconhecer a
data da Páscoa como a grande – e última – lição de Jesus, que vence as
iniqüidades, que retorna triunfante, que prossegue sua cátedra pedagógica, para
asseverar que “permaneceria eternamente conosco”, na direção bussolar de nossos
passos, doravante.
Nestes dias de festas
materiais e/ou lembranças do sofrimento do Rabi, possamos nós encarar a Páscoa
como o momento de transformação, a vera evocação de liberdade, pois, uma vez
despojado do envoltório corporal, pôde Jesus retornar ao Plano Espiritual para,
de lá, continuar “coordenando” o processo depurativo de nosso orbe.
Longe da remissão da
celebração de uma festa pastoral ou agrícola, ou da libertação de um povo
oprimido, ou da ressurreição de Jesus, possa ela ser encarada por nós,
espíritas, como a vitória real da vida sobre a morte, pela certeza da
imortalidade e da reencarnação, porque a vida, em essência, só pode ser
conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria existência de
Jesus, de amor ao próximo e de valorização da própria vida.
Todos
Nesta Páscoa, assim,
quando estiveres junto aos teus mais caros, lembra-te de reverenciar os belos
exemplos de Jesus, que O imortalizam e que nos guiam para, um dia, também
estarmos na condição experimentada por Ele, qual seja a de “sermos deuses”,
“fazendo brilhar a nossa luz”. Comemore, então, meu amigo, uma “outra” Páscoa.
A sua Páscoa, a da sua transformação, rumo a uma vida plena. Feliz Páscoa a
todos, sem diferenças, crenças, desamores ou dissabores.
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